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Saúde e Condições de Vida do Idoso

Saúde e condições de vida do Idoso

POPULAÇÃO DE IDOSOS NO DISTRITO FEDERAL

Segundo o Perfil do Idoso no Distrito Federal em termos relativos, as maiores participações de idosos na população total são verificadas nas Regiões administrativas mais consolidadas, com renda mais elevada, casos do Lago Sul (30,1%), Plano Piloto (21,9%) e Lago Norte (19,8%). [1]

Águas Claras e Sudoeste, muito embora sejam regiões de alta renda, apresentavam baixos percentuais de população idosa, 10,5% e 11,9%, respectivamente, por se tratarem de regiões de criação mais recente e consequente população mais jovem.

Destaques ainda para os percentuais elevados de idosos observados no Gama (18,5%) e em Taguatinga (18,3%), RAs consideradas de renda média e mais antigas. Já os menores percentuais de idosos na população total ocorriam nas RAs de renda baixa: Estrutural (3,2%), Itapoã (4,4%), Varjão (5,2%), São Sebastião (5,2%) e Recanto das Emas (5,9%).

FAIXA ETÁRIA

A faixa etária que concentra a maior quantidade de idosos no Distrito Federal é a de 60 a 64 anos, com 31,9% do total, seguida da faixa de 65 a 69 anos, com 24,4% e de 70 a 74 anos, com 19,4%. A faixa de idosos entre 75 e 79 anos compreende 12,0% do total e a de 80 anos e mais, soma 12,2%. A idade média dos idosos no Distrito Federal é de 69,47 anos, oscilando entre 66,60 anos na Estrutural e 70,89 anos no Lago Sul.

GÊNERO

Do total de 326 mil idosos residentes no Distrito Federal em 2011, as mulheres correspondiam a 56,0% e os homens a 44,0%. Essa proporção é superior à verificada para o conjunto da população (52,5% e 47,5%), denotando que, em média, as mulheres alcançam maior tempo de vida que os homens.

Entre as 30 regiões administrativas pesquisadas, em nada menos que 26 o contingente de mulheres idosas supera o de homens. O maior percentual alcançado pelas mulheres foi no Guará (61,9%), seguido por Sobradinho (59,0%) e Sobradinho II (58,4%).

Em apenas duas RAs os homens idosos superam as mulheres: São Sebastião (52,9%) e Lago Norte (51,9%). Em outras duas, há equilíbrio: Vicente Pires e SIA.

SAÚDE

No âmbito Federal a Coordenação de Saúde da Pessoa Idosa – COSAPI/DAET/SAS/MS é responsável pela implementação da Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa que tem como principais diretrizes: envelhecimento ativo e saudável, atenção integral e integrada à saúde da pessoa idosa, estimulo às ações intersetoriais, além do fortalecimento do controle social, garantia de orçamento, incentivo a estudos e pesquisas dentre outras[8].

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO

O perfil epidemiológico da população idosa é caracterizado pela tripla carga de doenças com forte predomínio das condições crônicas, prevalência de elevada mortalidade e morbidade por condições agudas decorrentes de causas externas e agudizações de condições crônicas. A maioria dos idosos é portadora de doenças ou disfunções orgânicas, mas cabe destacar que esse quadro não significa necessariamente limitação de suas atividades, restrição da participação social ou do desempenho do seu papel social.

No Distrito Federal a pauta é desenvolvida pelo Núcleo de Saúde do Idoso (NAISI), que foi implantado na Secretaria de Saúde do Distrito Federal em 1992, dentro de uma perspectiva biopsicossocial, com ênfase na promoção de saúde, reabilitação, prevenção e tratamento de agravos à saúde desta faixa populacional. O universo de atuação do Núcleo é a população de idade igual ou superior a 60 anos[2].

O Núcleo desenvolve suas atividades de forma descentralizada, buscando a autonomia das regionais de saúde, oferecendo suporte técnico-científico para supervisão, avaliação, capacitação de recursos humanos, além de promover organização de serviços, levantamento de dados epidemiológicos, elaboração de material educativo e informativo, e também condução de projetos integrados a outros setores governamentais e não governamentais [4].

O NAISI está presente na Administração Central da SES subordinado à GCV (Gerência de Ciclos de Vida), à DCVPIS (Diretoria de Ciclo de Vida e Práticas Integrativas à Saúde) e à SAPS (Subsecretária de Atenção Primária de Saúde). Junto às regionais de saúde o trabalho dos PAISI (Programa de Atenção Integral à Saúde do Idoso) leva as ações da saúde do idoso à população [3].

A porta de entrada principal para a pessoa idosa na rede de saúde do DF é a atenção primária (Estratégia da Saúde da Família e Centros de Saúde). O encaminhamento para o ambulatório de geriatria é realizado pelo médico da atenção primária (através de uma ficha de referência e contra referência) e segue critérios específicos [4]. Atualmente são 12 ambulatórios de referência em geriatria.

ESCOLARIDADE

A escolaridade é baixa entre a população idosa do Distrito Federal. Embora representem 12,8% da população total da Capital, os idosos respondem por nada menos que 60,4% dos analfabetos; 57,7% dos que estão em cursos de alfabetização de adultos e 61,8% dos que apenas sabem ler e escrever um bilhete simples.

Dessa forma, 17,6% dos idosos do DF são enquadrados como analfabetos funcionais. Como 33,5% possuem o ensino fundamental incompleto, cerca de 51% da população idosa do DF possuem baixa escolaridade.

Os que possuem o fundamental completo e o médio incompleto são 10,8% e os que completaram o ensino médio perfazem 16,8%. Há, contudo, uma parcela expressiva que tem o ensino superior completo (19,6%), superior à proporção observada para o conjunto da população (15,9%). Outros 1,3% têm o superior incompleto.

A baixa escolaridade entre os idosos estava, evidentemente, muito concentrada nas RAs de baixa renda. Em Itapoã, por exemplo, os analfabetos funcionais eram 51,5% do total, ao passo que os que possuíam apenas o fundamental incompleto somavam 44,6%, num total de 96,1% com baixa escolaridade.

Já no Lago Norte, 74,2% dos idosos possuíam curso superior completo, percentual que era de 72,4% no Lago Sul; 56,4% no Sudoeste/Octogonal e 55,0% no Plano Piloto, regiões de maior renda per capita. Somados aos que possuíam o ensino superior incompleto ou pelo menos o ensino médio completo, os percentuais alcançam 92,1% (Lago Norte e Lago Sul); 84,8% (Sudoeste/Octogonal e Plano Piloto).

Quando se analisa a escolaridade segundo o gênero, observa-se que as mulheres idosas apresentam menor escolaridade que os homens da mesma faixa etária. Esta constatação remonta ao fato de que no inicio do século passado era comum os meninos irem para a escola enquanto as meninas eram educadas para o casamento. Embora representem 56,0% dos idosos, as mulheres são 61,6% dos analfabetos funcionais idosos, contra 38,4% de homens. Em relação aos idosos com curso superior, a relação se inverte, com os homens representando 52,2% contra 47,8% de mulheres.

Dessa forma, os analfabetos funcionais representam 15,4% dos homens idosos; os que têm grau fundamental incompleto são 32,1%; os com fundamental completo ou médio incompleto são 11,0%; os com médio completo são 16,6% e os que possuem nível superior (completo ou incompleto) são 24,7%.

Analisando-se o grau de escolaridade segundo as regiões administrativas, observa-se que as acentuadas diferenças na escolaridade entre idosos homens e mulheres decrescem à medida que cai a renda média.

Os homens idosos dos Lagos Sul e Norte apresentam um elevadíssimo nível de escolaridade, com nada menos que 83,7% possuindo nível superior completo; 63,3% no Plano Piloto; 18,5% no Guará; 12,4% em Taguatinga; 4,5% no Gama; 1,1% no Paranoá e zero na Estrutural e Itapoã.

Já a proporção de mulheres com nível superior é menor: Lago Norte (64,0%); Lago Sul (62,1%); Plano Piloto (48,3%); Guará (14,8%); Taguatinga (10,7%); Gama (4,5%), embora no Paranoá (3,6%) seja mais elevado.

CHEFIA DO DOMICILIO

Do total de homens idosos residentes no Distrito Federal, 90,6% chefiavam domicílios em 2011, contra apenas 9,4% que não chefiavam. Entre as mulheres, 43,5% eram chefes de domicílio, ao passo que 56,5% não exerciam essa condição.

Como, via de regra, as mulheres idosas chefiam domicílios quando nele não há homem, ou seja, na condição de viúvas ou separadas/divorciadas, o resultado é que 37,9% dos domicílios eram chefiados por mulheres e 62,1% por homens. Quando se considera o total da população do Distrito Federal, os homens representavam 69,8% dos chefes de domicílios, sendo as mulheres 30,2%.

Os menores percentuais são observados nas RAs de alta renda: Lago Sul (19,5%); Lago Norte (22,6%); Park Way (22,7%); Vicente Pires (24,3%); Jardim Botânico (27,0%) e Águas Claras (29,3%). Os percentuais no Plano Piloto (39,6%) e no Sudoeste/Octogonal (42,6%) fogem ao padrão.

FONTE:

[1] ( ESTUDO PERFIL DOS IDOSOS NO DISTRITO FEDERAL. CODEPLAN, 2013 )

[2] (POLÍTICA DISTRITAL DO IDOSO – LEI Nº 3.822, DE 08 DE FEVEREIRO DE 2006)

[3] (POLÍTICA NACIONAL DO IDOSO – LEI Nº 8842 DE 04 DE JANEIRO DE 1994)

[4] (ESTATUTO DO IDOSO – LEI N ª 10.741 DE 01 DE OUTUBRO DE 2003)

[5] (LIVRO: SITUAÇÕES DE SAÚDE, VIDA E MORTE DA POPULAÇÃO IDOSA RESIDENTE NO DISTRITO FEDERAL)

[6] (ORIENTAÇÕES PARA A POPULAÇÃO – SAÚDE DO IDOSO)

[7] (PROTOCOLO DE ATENÇÃO À SAÚDE DO IDOSO)

[8] PORTAL DA SAÚDE. MS 2017