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Projetos do Observatório

VULNERABILIDADE E TELEVISÃO: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

A TV universitária possui princípios que a diferem de outros meios de comunicação (SANTOS, 2013). Pois se os canais de TV, sem compromisso com conteúdos educativos, voltam-se ao entretenimento, a TV universitária tem o papel de dar voz à comunidade acadêmica e apresentar uma programação aliada ao ensino, pesquisa e extensão (MARTELLI, 2012). Nesse contexto, a TV universitária assume a responsabilidade para com a sociedade na divulgação de assuntos que advêm de um campo intelectual legítimo, ora qualitativo e sensibilizador, ora quantitativo e objetivo (ADORYAN; MAGALHÃES; NETO, 2013). A abordagem de alguns temas, como por exemplo ‘‘saúde’’, quando realizada por TVs voltadas ao entretenimento, pode ocorrer de forma inadequada e precipitada, impactando negativamente os indivíduos e estabelecendo estereótipos (BRAGA; PFITSCHER; FERREIRA, 2013). Por isso, este estudo visa realizar uma revisão integrativa sobre o que a literatura diz sobre vulnerabilidade e televisão, de forma que se identifique as maiores necessidades relacionadas à abordagem desse tema pela UnBTV.

O objetivo é investigar a produção científica sobre a vulnerabilidade e televisão, por meio de uma revisão integrativa com base na pergunta “O que a literatura apresenta sobre vulnerabilidade e televisão?’’. Será realizado um levantamento nas bases de dados Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (Lilacs), Scientific Electronic Library Online (SciELO), bem como em anais de congressos na área da saúde, independente de ano.

Pesquisadoras: ALINE VIEIRA DE LIMA. ANA KARINA NUNES CRUZ, ANDRESSA GOMES SOUSA. BRUNA GOMES COIMBRA DA SILVA, GUILHERME HENRIQUE DE S. S. DE ALMEIDA. THAÍS BARBOSA DE OLIVEIRA;

Orientadores:  Profa. Dra. Inez Montagner, Prof. Dr. Miguel Montagner, Neuza Meller

Mapeamento de políticas públicas para os refugiados no Brasil

Segundo dados do Comitê Nacional para os Refugiados (2016), atualmente estão registrados mais de 8.800 imigrantes refugiados vivendo no Brasil, grande parte oriunda da Síria, Colômbia, República Democrática do Congo, Angola e Palestina. O Distrito Federal também está no mapa do grande fluxo de refugiados que chegam ao Brasil a cada ano. No entanto, pouco se conhece sobre as reais circunstâncias e demandas de saúde física e psicológica, moradia, qualidade de vida, inserção profissional e educação desses refugiados no DF e região. A pesquisa, de caráter bibliográfico, visa mapear as legislações, eventos, estudos e pesquisas realizados sobre políticas públicas para os refugiados, por meio da pesquisa bibliográfica dos últimos 10 anos. Além disso, tem por finalidade analisar a produção acadêmica sobre a população de imigrantes refugiados no Brasil, buscando conexões com as políticas públicas existentes no país em nível federal, estadual e municipal, e visando influenciar as tomadas de decisões no âmbito dos organismos públicos e nos organismos não governamentais.

(Projeto Finalizado)

Pesquisador: Rômulo Ataides França

Adolescentes grávidas, negras e periféricas em estado de vulnerabilidade

O presente projeto de pesquisa visa esclarecer como adolescentes são tratadas no Sistema Único de Saúde (SUS). Consiste em indagar aos órgãos e profissionais competentes a respeito de adolescentes grávidas, negras e periféricas em estado de vulnerabilidade, a partir de leituras minunciosas de dados secundários para realização de uma pesquisa documental. De acordo com os dados coletados, a questão do preenchimento do quesito “raça, cor e etnia” está elencada ao acolhimento e atendimento dessas adolescentes, principalmente na Atenção Básica. Os protocolos não estão seguindo as portarias, e o objetivo é levantar os documentos que estão em débito acerca da problemática. Para entender o que está sendo abordado aqui, foi utilizada uma base de dados com um referencial bibliográfico a respeito dessa questão social — a gravidez e suas implicações na vida de uma adolescente em vulnerabilidade, com o enfoque no quesito “raça, cor e etnia”, para enfatizar a questão da população negra, considerando as condições socioeconômicas e demográficas que influenciam no contexto social, e fatores que enaltecem a realidade de adolescentes grávidas, negras e periféricas em estado de vulnerabilidade.

(Projeto Finalizado)

Pesquisadora: Jamile Aparecida Castro de Souza

A saúde das populações vulneráveis – Doença Falciforme

Este projeto de pesquisa tem como abordagem a promoção, atenção e prevenção em saúde da população com doença falciforme, buscando os agravos à saúde que podem surgir pela negligência desses pontos. Tem como objetivo principal a análise de como as políticas públicas presentes no Brasil estão influenciando a saúde dessa população. Seus objetivos secundários envolvem o estudo e a análise de dados teóricos, com o objetivo de complementar ou até mesmo criar novas perspectivas a respeito de políticas públicas voltadas para a população com doença falciforme, além de desenvolver índices que possam mensurar a saúde dessa população.

Pesquisadora: Jéssica Luciano da Costa

Análises e Índices da Saúde de Populações em Vulnerabilidade no Distrito Federal

O projeto consiste na concepção de índices e indicadores de saúde para grupos em situação de vulnerabilidade, utilizando como metodologia a estimativa de probabilidade de classes sobre grupos étnicos, sociais e de gênero, a combinação de similaridade em clusters de risco, a análise exploratória e confecções de visualizações descritivas sobre as populações observadas. Além disso, é feito o uso de modelos e transformações matemáticas para extração de informação estatística útil, bem como o uso de métodos de ciência de dados e muitos dados para captura, processamento, mineração e produção de conhecimento sobre dados públicos e privados (estruturados e não-estruturados).

(Projeto Finalizado)

Pesquisador: Jader Martins

Elaboração de programas para captura de dados

Neste projeto, foi realizada a elaboração de programas para captura de dados de diversas fontes e formatos, a organização das fontes de dados para posterior coleta, e a mineração dos dados, utilizando técnicas de business intelligence, para a extração de resultados envolvendo os diversos indicadores de saúde. Além disso, foram também elaborados painéis de interação e visualização dos dados gerados, utilizando ferramentas open source, para gerar de gráficos de vários tipos e, assim, exibir os resultados provenientes da mineração dos dados, juntamente com a aplicação das fórmulas elaboradas para a confecção do índice. O indicador tomará a forma de um Mapa de Calor.

Pesquisador: Fábio Buiati

Programa Consultório na Rua e sua repercussão na saúde do jovem em situação de rua

O estudo traz um recorte histórico do Programa Consultório na Rua, desde sua criação até o presente momento. A Política Nacional para a População em Situação de Rua foi instituída em 2009. O Consultório na Rua foi criado em 2011 como um projeto do SUS voltado para os cuidados na atenção básica das Pessoas em Situação de Rua. O objetivo do programa é instituir equipes que possam assistir, prevenir e promover saúde a partir das características do território em que a pessoa se encontra. Um dos problemas centrais da saúde dessa população é definido pelo histórico de práticas sociais de exclusão de serviços de saúde, visto que a sua presença traz inúmeras rejeições e incômodos para os profissionais, os agentes de saúde, e para os usuários do sistema, em consequência do aspecto físico e os maus tratos que a vida lhes impõe.  Dessa forma, o estudo bibliográfico visa identificar, historicamente, as bases legais que fundaram o Programa, bem como a capacidade de cobertura, número de atendimentos,  número de equipes e financiamento por Estado. Também, foi realizada a revisão de literatura dos últimos anos sobre o Projeto Consultório na Rua, visando identificar e classificar os problemas investigados, objeto das pesquisas executadas. Espera-se que esse estudo possa subsidiar as políticas em saúde para jovens em situações atípicas de desenvolvimento humano, e gerar novas pesquisas em loco com os usuários do sistema e as equipes de atendimentos.

(Projeto Finalizado)

Pesquisador: Felipe Mattiello

Orientadora: Wilsa Maria Ramos

A experiência e as estratégias das mulheres ciganas com o nascimento dos seus filhos

O acompanhamento do pré-natal tem como objetivo assegurar o bom desenvolvimento da gestação, oportunizando um parto seguro de um recém-nascido saudável, sem impactos para a saúde materna, buscando preparar a mulher para a maternidade e abordando as alterações próprias da gestação. Segundo a literatura, a população cigana, em sua maioria, é nômade e não possui documentos básicos de cidadania, como a Certidão de Nascimento. Como consequência, muitos ciganos não são atendidos pelo sistema de saúde, dado que esta é uma exigência para a admissão do usuário. Quando se trata do serviço público de saúde, o obstáculo se intensifica, pois as instituições exigem a apresentação do Cartão do Sistema Único de Saúde – SUS, mesmo que esta não seja uma exigência legal que impeça o atendimento. A presente pesquisa terá como objetivo compreender as experiências e as estratégias empregadas pelas mulheres ciganas com o Sistema de Saúde, sejam elas moradoras ou acampadas no Distrito Federal, durante o nascimento de seus filhos. Em seguida, haverá uma etapa do estudo na qual compararemos o modelo de cuidado entre duas etnias ciganas. Trata-se de uma pesquisa qualitativa com emprego de entrevista semiestruturada.

Pesquisadora: Daniela Ketlyn Porto de Souza

Adesão das adolescentes frente à Campanha de Vacinação contra o HPV em Ceilândia, Distrito Federal no ano de 2014

Em 2014, o foi incluída a vacina contra o HPV no Calendário Nacional de Vacinação, pelo Sistema Único de Saúde. O público almejado pela campanha, em seu primeiro ano, foi composto por adolescentes do sexo feminino, na faixa etária de 11 a 13 anos. Apesar de a faixa etária mais acometida de câncer de colo uterino ser entre 25 e 60 anos, os adolescentes constituem uma população de alta vulnerabilidade para esse agravo, uma vez que o início da vida sexual os aproxima de problemas de saúde da esfera reprodutiva e sexual. A meta é vacinar pelo menos 80% do grupo-alvo, conforme a população-alvo definida para cada ano. O objetivo da pesquisa é conhecer a adesão à imunização contra o vírus HPV, disponibilizada pelo SUS, em adolescentes de Ceilândia, Distrito Federal, no primeiro ano de sua oferta, e sua relação com fatores que condicionam a vulnerabilidade dessa população. A metodologia desta pesquisa é quanti-qualitativa. A técnica utilizada é estudo descritivo transversal, os dados serão obtidos de fontes secundárias, no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI), na Vigilância Epidemiológica da Secretaria do Distrito Federal, relativos à primeira e segunda dose da vacina.

Pesquisadora: Jaqueline Mendes Nardelli

Estratégias familiares e maternas em relação ao cuidado domiciliar do bebê prematuro, filho de mãe adolescente, moradora do distrito federal e entorno

O projeto tem como objetivo conhecer as estratégias familiares e maternas em relação a Gravidez Precoce, e o recebimento de um novo membro, que precisa de cuidados específicos que a prematuridade traz, no núcleo familiar. Além disso, o projeto procura identificar as redes de suporte que as adolescentes encontram durante a gravidez e no puerpério, bem como analisar quais estratégias/programas/políticas de saúde favorecem o acompanhamento durante a gravidez da mãe adolescente e o cuidado com o bebê prematuro.

Pesquisadora: Elisana Loren Lima Ferreira

Instituições prestadoras de cuidados e serviços a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social e pessoal

O presente projeto de pesquisa apresenta um estudo bibliográfico e uma reflexão sobre instituições específicas que possibilitam cuidados e serviços a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade no Brasil, visando a descrição das  instituições que possibilitam esse suporte específico a esses grupos. O projeto objetiva, assim, compreender melhor e demonstrar a importância dos cuidados institucionais no desenvolvimento social e pessoal dos adolescentes em situação de vulnerabilidade, suas mudanças e seus impactos na vida dos indivíduos que são institucionalizados. O estudo descreve desde instituições de acolhimento, como abrigos, alojamentos, entre outros, até instituições educacionais responsáveis muitas vezes pela formação do indivíduo, tanto no âmbito social como educacional, e em alguns casos, na ressocialização de adolescentes em conflito com a lei, que se encontram também em situação de vulnerabilidade social e/ou pessoal. Assim, podemos entender alguns valores, princípios e estratégias adotados por essas instituições, contando com uma breve compreensão histórica para entender como elas se estruturam.

Pesquisador: David Francisco Vieira Leite

Mapeamento de políticas públicas para os refugiados no Brasil

Segundo dados do Comitê Nacional para os Refugiados (2016), atualmente estão registrados mais de 8.800 imigrantes refugiados vivendo no Brasil, grande parte oriunda da Síria, Colômbia, República Democrática do Congo, Angola e Palestina. O Distrito Federal também está no mapa do grande fluxo de refugiados que chegam ao Brasil a cada ano. No entanto, pouco se conhece sobre as reais circunstâncias e demandas de saúde física e psicológica, moradia, qualidade de vida, inserção profissional e educação desses refugiados no DF e região. A pesquisa, de caráter bibliográfico, visa mapear as legislações, eventos, estudos e pesquisas realizados sobre políticas públicas para os refugiados, por meio da pesquisa bibliográfica dos últimos 10 anos. Além disso, tem por finalidade analisar a produção acadêmica sobre a população de imigrantes refugiados no Brasil, buscando conexões com as políticas públicas existentes no país em nível federal, estadual e municipal, e visando influenciar as tomadas de decisões no âmbito dos organismos públicos e nos organismos não governamentais.

(Projeto Finalizado)

Pesquisador: Rômulo Ataides França

De Ibeji à LogunÉde – A saúde dos adolescentes e jovens negros de religiões afro brasileiras

A saúde do adolescente negro pode estar em estreita relação com as religiões afrobrasileiras como base para a cura. A religião tem um papel de destaque no autocuidado dos jovens negros. As casas de religiões de matriz africanas funcionam como pólos de prevenção e promoção à saúde de seu egbé (comunidade). Pensar nas políticas públicas na área de saúde dos jovens de descendência afro-brasileira pressupõe adotar uma perspectiva do indivíduo como ser singular, sujeito de sua história de vida, onde a religião tem função integradora e promotora do cuidado à saúde física e mental. O estudo de revisão bibliográfica tem por objetivo analisar criticamente as políticas públicas de saúde voltados para a população de jovens e adolescentes de IleAsè de religiões afro brasileira. O estudo prevê a realização do levantamento das produções acadêmicas que tratam do tema saúde do adolescente negro de religiões afro brasileiras nos últimos 10 anos (2007-2017), buscando observar quais áreas e grupos de estudo dedicam esforços para abarcar a saúde dessa população, identificando a produção científica de forma a criar bases para o desenvolvimento de políticas públicas. Uma pergunta reflexiva: quais fatores levam os pesquisadores de população negra ou de saúde do adolescente ignorarem a perspectiva religiosa dos mesmos ou, a perspectiva afroreligiosa.

(Projeto Finalizado)

Pesquisadora: Nagy Pereira Santana Sardinha.

Orientadora: Wilsa Ramos

Como protejo meu amor? Um estudo sobre mulheres lésbicas na Saúde Pública

Na perspectiva da saúde das mulheres, podemos apresentar políticas que pensem nas mesmas como indivíduos apenas reprodutores ou a quem cabe o cuidar do outro, seja na maternidade, seja no contexto do matrimônio familiar. As singularidades relacionadas às mulheres ficam ainda mais explícitas quando entramos em questões sexuais e afetivas que se diferem da considerada normativa (Gaudad, 2013).        Quando selecionadas dentro do grupo de mulheres, lésbicas apresentam especificidades que ainda são invisibilizadas pelas políticas públicas brasileiras. Colocadas em projetos amplos voltados para toda a população LGBT, não são respeitadas a peculiaridades do ato sexual entre mulheres e, em contato com profissionais de saúde, expostas a preconceitos e discriminações devido a crenças falocêntricas e machistas ainda vigentes na sociedade.

Objetivo desta pesquisa é analisar criticamente a atual conjuntura do atendimento e acolhimento a mulheres lésbicas no Sistema Único de Saúde. Levantar informações referentes as políticas públicas, programas e ações implementadas para a população lésbica. Pesquisar a existência de protocolos de atendimento e políticas públicas disponíveis voltadas para a população LGBT e, especificamente, para as mulheres lésbicas. Será feito inicialmente um levantamento bibliográfico, com análise crítica dos artigos e portarias disponíveis.

Pesquisadora: Vitória Maria Mendes do Carmo Santos